<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Fokarioca's Blog - Nathália Marques</title>
	<atom:link href="http://fokarioca.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://fokarioca.wordpress.com</link>
	<description>Meus escritos. Todos... Os bons e os péssimos!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 16 Dec 2008 12:14:42 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='fokarioca.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Fokarioca's Blog - Nathália Marques</title>
		<link>http://fokarioca.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://fokarioca.wordpress.com/osd.xml" title="Fokarioca&#039;s Blog - Nathália Marques" />
	<atom:link rel='hub' href='http://fokarioca.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>&#8220;De Stalin ao caos no Rio&#8221;</title>
		<link>http://fokarioca.wordpress.com/2008/12/16/de-stalin-ao-caos-no-rio/</link>
		<comments>http://fokarioca.wordpress.com/2008/12/16/de-stalin-ao-caos-no-rio/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 12:14:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fokarioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fokarioca.wordpress.com/?p=138</guid>
		<description><![CDATA[     No Brasil era Carnaval, na Rússia frio. Não estava acostumado a temperaturas tão baixas. Saindo do avião olhei um termômetro e me apavorei, o medidor marcava: &#8211; 7,8°C. Como bom carioca, estava acostumado ao inverno rigorosíssimo de 15°C. Pensei: “Meu Deus, erraram o meu destino! Isso aqui é a Sibéria não é Moscou”. Um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=138&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>     No Brasil era Carnaval, na Rússia frio. Não estava acostumado a temperaturas tão baixas. Saindo do avião olhei um termômetro e me apavorei, o medidor marcava: &#8211; 7,8°C. Como bom carioca, estava acostumado ao inverno rigorosíssimo de 15°C. Pensei: “Meu Deus, erraram o meu destino! Isso aqui é a Sibéria não é Moscou”. Um brasileiro, que veio comigo no mesmo vôo, me deu um tapinha nas costas, sorriu e disse: “Relaxa que hoje está quente”. Meu rosto estava solidificado pela ação do frio, não consegui rir da piadinha. Achei que morreria de hipotermia a qualquer momento.</p>
<p>     Não morri. Menos de uma hora depois, cheguei aos meus aposentos. Alojei-me na Universidade de Moscou, onde faria meu doutorado em Sociologia. Embaixo de dois cobertores, com o aquecedor ligado e três doses de vodka depois, já estava me reanimando com a oportunidade de estudar comunismo na Rússia. No dia seguinte, passei por toda burocracia necessária ao ingresso na Universidade.</p>
<p>     Durante três dias, fiz turismo e visitei a Catedral de São Basílio, o Kremlin, a Praça Vermelha e o Teatro Bolshoi. Depois de conhecer o centro do poder da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), debrucei sobre os estudos. Na Universidade tive acesso a uma infinidade de documentos sobre os governos de Joseph Stalin e, seu predecessor, Vladimir Lênin. O foco da minha tese seria o governo se Stalin, mas não poderia entendê-lo sem antes conhecer detalhadamente o governo de Lênin.</p>
<p>     Lia com voracidade os documentos, foi um trabalho ininterrupto. Certamente por isso, não me dei conta da passagem do tempo em Moscou. Sei apenas que era inverno e eu estava numa sala empoeirada e mal iluminada, lendo e tentando organizar em grupos o grande número de papéis dispostos alheatoriamente no chão, quando passei os olhos num aglutinado, amarelado e bolorento, e me sobressaltei. O documento era a transcrição de uma reunião entre o presidente Stalin e seus ministros. Após ler algumas vezes, conjecturei: “Impossível, eles não deixariam algo dessa magnitude assim&#8230; largado, ao alcance de um mero estudante como eu. Será? Ou foi descuido?”, falei. Ainda meio atordoado, resolvi xerocar os documentos e guardá-los no meu quarto.</p>
<p>     Passei o restante do dia pensando no que tinha lido, mas como tinha companhia na saleta em que os documentos eram guardados, não os li novamente. Faria isso à noite, em meus aposentos. Às 22 horas, fui para o meu quartinho, sentei num banco de madeira, liguei o abajur, ajeitei os papéis e a vodka sobre a mesinha quadrada, que mal cabia um caderno. Os escritos contavam, mais ou menos, uma resma, mesmo assim, estava disposto a ler todo ele durante aquela noite glacial. E, de fato, o fiz.</p>
<p>     Dezoito meses depois, terminei o doutorado na Rússia, sem mencionar o tal documento em minha tese. Com o diploma de Doutor em Sociologia e as cópias reveladoras na mala, voltei para o Brasil. No Rio de Janeiro, continuei a pesquisa a fim de ratificar o que havia lido.</p>
<p>     Conversei com alguns amigos influentes e consegui acesso irrestrito aos documentos oficiais do governo Vargas, era o que eu precisava. Foram cinco anos de pesquisa, paralelamente ao trabalho de professor acadêmico que desempenhava. Aos poucos fui confirmando a história que havia descoberto em Moscou. Não sabia muito bem como contaria tudo, pois só possuía cópias dos documentos russos. Por isso, definitivamente, não poderia fazer um trabalho acadêmico baseado no conteúdo de minhas descobertas.</p>
<p>     Finalmente, decidi que faria um livro, intitulado: “De Stalin ao caos no Rio”. Fiz e em pouco tempo tornou-se um best-seller. Aclamado pela crítica, foi o romance do ano e até minissérie, na TV Globo, teve. Em meio a tudo isso, ninguém parecia desconfiar que o conteúdo fosse real, exceto Sérgio Marques, historiador e estudioso do governo de Getúlio Vargas.</p>
<p>     Estava em casa, sentado em frete a TV, vendo o jogo do Flamengo, quando o telefone tocou. Uma voz agitada e jovem, disse:</p>
<p>     &#8211; Todos precisam saber que é verdade. Essa história é fantástica. Alô? Cara, você tem noção disso?” &#8211; Fiquei mudo uns vinte segundos pensando se alguém teria mesmo descoberto. Ainda atordoado, respondi:</p>
<p>     &#8211; Primeiramente, quem é você? Do que está falando? Tem certeza que está falando com a pessoa certa? E como conseguiu meu telefone?</p>
<p>     &#8211; Sou Sérgio, li seu livro e comecei a estudar o assunto. Pelo que entendi, esse livro não é apenas um romance. Certo? – Era perceptível em sua voz a impaciência para obter rapidamente as respostas.</p>
<p>     &#8211; Sérgio, se quiser mesmo conversar sobre o livro, nos encontramos amanhã. Pode ser?</p>
<p>     &#8211; Desculpe, mas&#8230; Não tem como ser hoje, Doutor?</p>
<p>     &#8211; Doutor não. Me chame de Miguel Sayad, por favor.</p>
<p>     &#8211; Ok, Doutor Miguel.</p>
<p>     &#8211; Bom, deixe-me pensar&#8230; Já sei, Petisco da Vila, em Vila Isabel. Daqui à uma hora. Pode ser?</p>
<p>     &#8211; Ótimo! Claro, até&#8230; – e desligou o telefone.</p>
<p>     Mesmo ressabiado, me arrumei e fui para o Petisco. De longe, avistei um tipo estranho, olhando para todos os lados e em seguida para o relógio. Concluí que fosse ele. Depois das devidas apresentações, iniciamos o assunto. Expliquei-lhe tudo o que sabia, ele ficou estarrecido. Conversamos durante duas horas e 28 chopes. Sérgio me convenceu de que todos precisavam saber que a história tinha embasamento.</p>
<p>     Sérgio parecia ter descoberto a pólvora, estava esfuziante. Articulou-se e conseguiu penetrar no Planalto Central para cumprir sua “Missão de resgate da história Varguista e marginal carioca”, como ele chamava. Não demorou muito, a mídia ficou sabendo do plano do historiador &#8211; que, na verdade, era meu também &#8211; e passei, rapidamente, de escritor genial a louco varrido. Imediatamente, o governo russo se pronunciou contrário às afirmações feitas por nós, dizendo que elas eram “levianas”, feitas para sustentar um “romance razoável”.</p>
<p>     Instaurou-se uma crise diplomática entre os países, a Rússia acusava o Brasil de acobertar a “história fantasiosa de um sociólogo medíocre”. E o Brasil por sua vez, rechaçava a Rússia por afirmar publicamente o apoio do governo brasileiro à história, sem antes consultar fontes oficiais brasileiras.</p>
<p>     Assim, fui obrigado a desmentir meus estudos e dizer que as afirmações contidas no livro eram falsas e, subseqüentemente, eu um mentiroso. Também tive que pedir desculpas à nação brasileira e russa por macular a história de “dois grandes homens e governantes”, Getúlio Vargas e Joseph Stalin. Feitas as ponderações, encerrou-se a crise diplomática entre os países.</p>
<p>     Sérgio não havia desistido de provar a veracidade dos meus escritos e após toda a confusão instaurada com a “Missão de resgate da história Varguista e marginal carioca”, Sérgio e eu tínhamos ganhado muitos aliados. Assim, fundamos uma espécie de maçonaria, onde as sessões eram freqüentes e os membros eram também colaboradores financeiros. Numa dessas reuniões, deliberamos que precisávamos conseguir os documentos originais russos e para isso era necessário infiltrar um agente em Moscou.</p>
<p>     Enquanto traçávamos um plano, estudávamos sobre o assunto. Nesse período, fizemos descobertas impressionantes sobre os planos de Stalin e do regime comunista russo. Estávamos todos fissurados em elucidar ao povo a verdadeira história na criação da mais famosa guerrilha urbana brasileira. Adquirimos fundos suficientes para o envio do nosso agente, Fabiano Pereira. Não havia luxo nem equipamentos sofisticados, apenas um estudante embarcando para Moscou.</p>
<p>     Fabiano Pereira era jornalista e carregava consigo a curiosidade comum aos profissionais desta área, por isso fora o escolhido. Ao chegar a Moscou, Fabiano conseguiu infiltrar-se na Universidade de Moscou e pesquisou sobre o paradeiro dos documentos que eu havia copiado. Ele nos mandava relatórios frequentemente. Após quatro meses na Rússia, Fabiano nos escreveu: “Amigos, tenho tido avanço em meus estudos, acredito já saber como posso chegar aos documentos. Porém, posso estar sendo seguido, percebi fatos atípicos. Estarei vigilante. Até.” Desde então, não ouvimos mais falar de Fabiano. O governo russo negou a entrada do brasileiro no país e acabou com qualquer comprovante da ida do jornalista.</p>
<p>     Nos dois anos seguintes, contabilizamos inúmeros fracassos no envio de agentes a Rússia. A cada derrota, o clima de medo se apoderava no grupo. A missão tornou-se ingrata e poucos ainda se candidatavam. Analisando a situação, decidi que o melhor a fazer seria eu mesmo embarcar para Moscou, até por que não tínhamos muitas opções.</p>
<p>     Voltei à gelada Rússia com intuito de achar os papéis oficiais e os companheiros que haviam desaparecido. Fiz muita pesquisa, visitei os últimos lugares que eles tiveram e conversei com algumas pessoas citadas em seus relatórios. As pistas me levaram a uma prisão, no extremo norte do país, próximo a Sibéria. Lá estavam alguns de nossos agentes, presos sob a alegação de estarem em situação irregular com o Departamento de Imigração russo. Em poucos dias, solucionei o problema. Infelizmente, os que não estavam presos foram mortos, segundo me disseram.</p>
<p>     Éramos cerca de uma dúzia de brasileiros e, para os padrões russos, configurávamos um bando de “exóticos mulatos”. Em uma rápida reunião, concordamos que não precisávamos da atenção recebida. Sendo assim, definimos que ficaríamos apenas eu, Alexandre Primavia e Gustavo Matos. Os demais embarcariam imediatamente rumo ao Brasil.</p>
<p>     Munidos de informações, que os agentes transmitiram para nós &#8211; os três remanescentes &#8211; discutimos o plano a ser executado. Sabíamos onde os documentos estavam e contávamos com o caráter corrupto das Forças Armadas para conseguirmos os papéis. Seguimos para a Ossétia do Norte, fronteira com a Geórgia.</p>
<p>     Naquela cidade, todos eram muito pobres, conseqüência das atuações inescrupulosas de políticos corruptos e décadas de descaso do Governo Federal. Talvez isso explique a atuação dos militares naquela área. Eles eram os donos do poder, nada era decidido sem antes passar pelo crivo do “bando”, como eram chamados pelos locais. E como bons militares, eram extremante corruptos, tornando menos árdua a nossa missão.</p>
<p>     Foram meses de planejamento e observação. Combinamos que a estratégia seria infiltrar-se nas bases militares, sem gerar desconfiança. Sabíamos também da dificuldade das ações premeditadas, mas estávamos dispostos a tentar. Mesmo sabendo o risco decorrente de uma execução mal feita do plano. Aos poucos, nos aproximamos do povo local, sob o disfarce de jornalistas e de que estávamos cobrindo uma incipiente tensão, entre a Rússia e a Geórgia, na cidade vizinha. Sabíamos que o modo mais fácil de chegar aos militares era através dos civis. Não tardou e a hospitaleira população nos colocou em contato com os milicos.</p>
<p>     Começamos a freqüentar os bares que, em determinada hora, ficavam infestados de militares e, consequentemente, de prostitutas. Após semanas alisando algumas garotas, conversando sobre futebol e consumindo incontáveis garrafas de vodka, nos tornamos amigos, o meu bando e o deles. Depois de construir uma sólida amizade &#8211; pelo menos eles achavam isso -, convenci um rapaz a pegar os papéis em troca de dinheiro. Ele rapidamente aceitou. Foi surpreendente, confesso que esperava um grau de dificuldade maior, mas não reclamei. Achei que Deus tinha me achado naquele inferno russo, finalmente.</p>
<p>     Ele pegou os papéis, nos entregou, recebeu sua grana, contou e partiu. Nós nos preparamos para partir uma semana depois, já que partir imediatamente causaria a impressão – correta – de que estivemos lá apenas pelos dos documentos. Não retornaríamos a Moscou, decidimos que iríamos, de carro, até a Geórgia e de lá regressaríamos ao Brasil.</p>
<p>     Conseguimos um taxista disposto a nos levar, arrumamos nossas malas, nos despedimos de todos e partimos. Segundo o motorista, levaríamos dois dias para atravessar a fronteira. E os dias seguiram sem qualquer interferência, que não fosse à fome ou necessidades fisiológicas.</p>
<p>     Quando finalmente chegamos à Geórgia, eu estava esfuziante. Senti-me, enfim, recompensado pelo trabalho de mais de uma década. Abraçávamo-nos, chorávamos, cantávamos, dançávamos e até nos beijávamos. O clima era de festa, o taxista, que nada entendia, sorria para nós, deixando orgulhosamente a amostra seus oito dentes. Mas, de repente, alguma coisa parecia surgir no horizonte. “Não, não, não, não&#8230;”, gritava o, até então, sorridente motorista.</p>
<p>     Olhei de soslaio para o sul e avistei as tropas russas, eram oito carros militares se aproximando rapidamente em nossa direção. Não pudemos nem sequer pensar em qualquer tipo de reação ou fuga. Pararam na nossa frente e um militar com patente de sargento, deu um pulo, desceu do jipe militar, nos olhou e disse:</p>
<p>     &#8211; Senhores, passaportes, por favor.</p>
<p>     Rapidamente entregamos todos os nossos passaportes. Enquanto um soldado analisava nossos documentos, outro militar liberou o taxista. Agilmente, o motorista entrou no carro, retirou nossas malas, deu partida e foi embora. Fora a inveja, fiquei tranqüilo. Afinal de contas, o homem era inocente. Eu ainda observava o rastro de poeira deixada pelo carro e me imaginava lá, quando ouvi: “São eles. Executem!”, a voz era do sargento. Ele mandou nos matar, virou e começou a caminhar em direção ao carro com absoluto desdém. Tentei argumentar, sem sucesso. Ele nem se sequer olhou para trás. Enfileiraram-nos os três, de joelhos e mãos na nuca. Curiosamente, não mexeram em nossa bagagem, fiquei pensando se sabiam dos documentos. Por qual outro motivo mereceríamos aquela execução sumária? Minhas idéias fervilhavam, quando Gustavo disse chorando:</p>
<p>     &#8211; Desculpem-me!</p>
<p>     &#8211; Imagina! Isso não é culpa de ninguém, Gustavo. &#8211; Nós respondemos em coro, quase, uníssono.</p>
<p>     &#8211; Não, não&#8230; Acho que eu tenho uma parcela de culpa sim – agora chorando ainda mais, com as mãos na nuca e olhos fixos no chão – Eu comi a mulher do Capitão.</p>
<p>     &#8211; Ah&#8230; Eu também! – respondeu Alexandre.</p>
<p>     Pelo menos, agora eu sabia por que morreríamos. Ou melhor, por que eles dois morreriam. Já que eu me ative às mulheres solteiras. Enquanto isso, os militares entraram em seus jipes, se prepararam para sair e dispararam três tiros. Eram bons de pontaria, não precisaram de mais de três de balas, uma economia que me favoreceu. Os tiros: um destinou-se a Gustavo, o primeiro a morrer; outro a Alexandre, morto em seguida; e o último para mim.</p>
<p>     Sentindo o impacto da bala contra meu tórax, caí no chão. Naquele momento, só pensava em ir para o céu, embora eu fosse ateu. Mas não avistava o céu, nem sequer o inferno. Aí pensei: “Que porra é essa? Eu estou morto, mas não vou a lugar algum? Até nesse momento Deus se esquece de mim? Brincadeira, né!”. Irritadíssimo, abri os olhos. Mas, de duas uma: ou o céu não tinha graça nenhuma, ou o inferno era mesmo na terra – como mamãe costumava dizer &#8211; por que estava tudo do mesmo jeito. Na verdade, não era nem uma coisa, nem outra. Eu estava vivo.</p>
<p>     Mesmo ferido, consegui caminhar sozinho até chegar a um pequeno povoado. De lá, liguei para o Rio de Janeiro e contei a história aos meus companheiros. Sem demora, eles enviaram o dinheiro necessário para eu retornar ao meu país de origem. Segui para o aeroporto mais próximo e embarquei no primeiro vôo para o Brasil. Havia acabado de chegar a São Paulo &#8211; o único destino no Brasil que as companhias aéreas atuantes na Geórgia oferecem &#8211; quando recebi um telefonema. Pelo DDI, deduzi que ligavam da Rússia. Eles foram enfáticos ao dizer que estavam com os nossos nove agentes. “São os homens pelos documentos&#8230;”, disse uma voz grave. Não pensei duas vezes, tive que devolver os papéis. Assim, com uma resma de papéis oficiais, do governo de Stalin, a menos e nove agentes a mais, voltei à estaca zero da “Missão de resgate da história Varguista e marginal carioca”. Mas &#8211; mentalmente &#8211; já bolava um novo plano e com o know-how que possuía, estava confiante.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fokarioca.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fokarioca.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fokarioca.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fokarioca.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fokarioca.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fokarioca.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fokarioca.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fokarioca.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fokarioca.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fokarioca.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fokarioca.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fokarioca.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fokarioca.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fokarioca.wordpress.com/138/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=138&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fokarioca.wordpress.com/2008/12/16/de-stalin-ao-caos-no-rio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/5f8117df20fc5a2840a3dc510eae63b7?s=96&#38;d=identicon" medium="image">
			<media:title type="html">fokarioca</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Adolescência</title>
		<link>http://fokarioca.wordpress.com/2008/12/16/adolescencia/</link>
		<comments>http://fokarioca.wordpress.com/2008/12/16/adolescencia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 11:36:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fokarioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fokarioca.wordpress.com/?p=134</guid>
		<description><![CDATA[A saudade é impetuosa, Confesso, o saudosismo me corrói! Recordo-me daquele tempo; fantástico Inicio a irreflexão Em seguida o transe Num minuto sou o pretérito, o que fui Vejo-me Observo o que já não sou. Hoje, ao expor minhas memórias a outrem Com a mente vagueando por longínquas recordações E os olhos marejados, Suspirando saudades, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=134&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A saudade é impetuosa,<br />
Confesso, o saudosismo me corrói!</p>
<p>Recordo-me daquele tempo; fantástico<br />
Inicio a irreflexão<br />
Em seguida o transe<br />
Num minuto sou o pretérito, o que fui<br />
Vejo-me<br />
Observo o que já não sou.</p>
<p>Hoje, ao expor minhas memórias a outrem<br />
Com a mente vagueando por longínquas recordações<br />
E os olhos marejados,<br />
Suspirando saudades,<br />
Alguns dizem:<br />
“Ora! Essa narração é mítica.”</p>
<p>O caráter fantástico, a torna inverossímil<br />
Não me importo<br />
Sei do que me lembro.</p>
<p>Lembro-me de você,<br />
Sempre tão risonha<br />
Bela,<br />
Mas não pretensiosa,<br />
Singular!</p>
<p>Você coexistiu em mim<br />
E assim o será<br />
Por todo tempo que há de vir.</p>
<p>Havia juras,<br />
Tudo seria eterno &#8211; lembras? -<br />
Mas não transpôs aos delírios juvenis<br />
Lastimável!</p>
<p>Somos antagônicos em essência<br />
Dicotômicos em gênero<br />
Suplementar no que se refere à cópula<br />
E mesmo assim sinto falta de ti.</p>
<p>Talvez, futuramente,<br />
Os adjetivos tornar-se-ão<br />
Inadequados</p>
<p>E nesse futuro incomum,<br />
Não haverá nostalgia deste tempo remoto,<br />
Vazio e improfícuo</p>
<p>Retomaremos o êxito dali<br />
Do exato instante em que<br />
A tênue linha da vida nos desuniu.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fokarioca.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fokarioca.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fokarioca.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fokarioca.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fokarioca.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fokarioca.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fokarioca.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fokarioca.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fokarioca.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fokarioca.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fokarioca.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fokarioca.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fokarioca.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fokarioca.wordpress.com/134/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=134&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fokarioca.wordpress.com/2008/12/16/adolescencia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/5f8117df20fc5a2840a3dc510eae63b7?s=96&#38;d=identicon" medium="image">
			<media:title type="html">fokarioca</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Direitos Humanos LGBT</title>
		<link>http://fokarioca.wordpress.com/2008/12/07/direitos-humanos-lgbt/</link>
		<comments>http://fokarioca.wordpress.com/2008/12/07/direitos-humanos-lgbt/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 06:27:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fokarioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias e outros textos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fokarioca.wordpress.com/?p=130</guid>
		<description><![CDATA[A luta por direitos iguais no Distrito Federal      Maria completará 45 anos de idade no dia 20 de novembro &#8211; ninguém diria, pois sua a aparência e comportamento são incomuns aos quarentões &#8211; Ela é mãe da Camila (nove anos). Tem cinco irmãos, três mulheres e dois homens, todos filhos do mesmo casal. Começa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=130&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A luta por direitos iguais no Distrito Federal</em></p>
<p>     Maria completará 45 anos de idade no dia 20 de novembro &#8211; ninguém diria, pois sua a aparência e comportamento são incomuns aos quarentões &#8211; Ela é mãe da Camila (nove anos). Tem cinco irmãos, três mulheres e dois homens, todos filhos do mesmo casal. Começa a entrevista dizendo &#8211; com aparente amargura &#8211; que o racismo era prática comum em sua família: “Meu pai sempre me chamou de negrinha fedorenta, desde criança. Ele vivia afirmando que eu não seria ninguém, pois era negra”. O tratamento diferenciado, ela não sabe explicar o que causou. Por toda sua infância sofreu com estas agressões verbais.</p>
<p>     Na adolescência, Maria viu o pai cooptar, com idéias preconceituosas, sua irmã. Júlia então se incumbiu de agravar as injúrias. Além de negra e suja, passou a ser chamá-la de sapatão nojenta. Ao longo dos anos &#8211; exatamente trinta &#8211; as alcunhas se multiplicaram. “Nem minha mãe, nem meus irmão. Ninguém nunca se meteu”, Maria conta, com a voz tímida e olhar distante. &#8211; Ela ainda ficaria de cabisbaixa por uns 30 segundos, até recobrar o raciocínio.</p>
<p>     No dia 8 de novembro de 2008, um sábado, toda a família estava reunida na casa de Maria. A tarde seguia em paz, até que Júlia proferiu algumas calúnias, com a finalidade de escarnecer a irmã. “Naquele dia eu estava fora de mim. Dei um tapa nela, peguei minha bolsa e fui direto a delegacia. Ah! Ela escolheu. Eu tinha avisado há muito tempo”, afirmou Maria.</p>
<p>     “Não há preparo policial. Eles queriam me convencer a não prestar queixa. Me disseram &#8211; Mas a senhora não é negra, nem sapatão &#8211; Eu disse &#8211; Quem disse que não? Sou sim! &#8211; O delegado estava ocupado não podia me atender. Então eu peguei o Código Penal e analisei ao lado deles [os policiais]. Se fosse uma pessoa mais humilde teria desistido. Após todo esse trabalho, vieram me dizer &#8211; Desculpe senhora, mas o sistema está fora do ar. &#8211; Saí da delegacia e liguei para o meu advogado. Voltamos duas horas depois.”</p>
<p>     Na segunda ida à delegacia, finalmente conseguiu registrar a ocorrência. Processou sua irmã &#8211; Júlia &#8211; por calúnia e difamação. O processo ainda corre na Justiça. Maria analisa como positiva as leis existentes. Entretanto, acredita que a atuação os agentes públicos deveria ser revista.<br />
&#8212;&#8212;<br />
     Rose cresceu em um orfanato, apesar de ter pais. Como toda criança proveniente desta situação, desejava casar, ter filhos e um lar acolhedor. Porém, aos 13 anos, descobriu que sua preferência sexual não era pelo sexo oposto. Hoje com 48 anos de idade e vinte de aceitação de sua condição lésbica, namora &#8211; há dois anos &#8211; com Sabrina. Elas moram na mesma casa. “Construímos nossa vida juntas. Tudo que temos, pertence a ambas. Mas tenho medo de acontecer algo comigo e a Sá [Sabrina] não ter direito a tudo”, diz Rose. Calmamente ela explica que em sua opinião a lei brasileira é obsoleta e injusta com a população LGBT. “Não faz muito tempo, tentei incluir a Sabrina em meu plano de saúde e não consegui. Fiquei pensando, que absurdo. Ela é minha companheira, mas não tem acesso ao que as demais mulheres [de relações heterossexuais] possuem. É triste ter que lutar por algo tão fundamental como igualdade de direitos”, finaliza Rose.</p>
<p> </p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong>A Organização Não Governamental</strong></p>
<p>     Há 14 anos, em 1994, ansiando promover uma discussão ampla e constante sobre sexualidade, um grupo de gays e lésbicas funda, em Brasília, a entidade “chapada dos Viadeiros”. Na casa de um casal de lésbicas, utilizada como refúgio para os eventos, os jovens veem os números de participantes aumentarem com uma velocidade extraordinária. Em pouco tempo, a guarida não era suficiente para comportar as reuniões. Funda-se a ONG Estruturação. Agora com endereço próprio, plataforma de trabalho – prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, proposição de políticas públicas, qualidade no atendimento e elevação da auto-estima de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT) &#8211; e os costumeiros e cogitados debates. Estava constituída a primeira entidade do Centro-Oeste de defesa, garantia e promoção da cidadania LGBT.</p>
<p>     Em maio de 2003, o Estruturação testemunha a criação da Secretaria Especial de Diretos Humanos (SEDH) – com o status de ministério. E o atual presidente da ONG, Milton Santos, quando questionado sobre a importância do ato de se instituir um órgão como o SEDH, responde conciso e categoricamente: “É o governo fazendo a parte dele”. Um ano após a criação da Secretaria, se desenvolve o programa “Brasil Sem Homofobia” com o intuito de promover a cidadania e os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros, a partir da equiparação de direitos e do combate à violência e à discriminação homofóbicas.</p>
<p>     Chegamos sem avisar, a porta estava aberta. Na sala utilizada pela ONG, todas as paredes são cinza. Exceto uma que hospeda um ícone da cultura gay, o arco-íris. Detrás da mesinha &#8211; atolada de papéis e contendo, no centro, um computador obsoleto &#8211; estava a secretária. Imediatamente, ao ver alguém adentrando a saleta, se aprumou e nos interpelou com, ao menos duas, dezenas de perguntas curiosas sobre a intenção da visita. Após ouvir a nossa resposta, a jovem novamente se confortou em sua cadeira azul com rodinhas deslizantes, que utilizava reiteradamente, como se estivesse com preguiça de levantar para execução de seus deveres. No instante seguinte, já sentada em seu cadeira e meio de locomoção, apontou Milton Santos e disse: “É com ele. Senta um pouquinho que ele já vem.” Assim o fizemos, aguardamos por aproximadamente 20 minutos, enquanto Milton conversava animadamente com alguém no celular.</p>
<p>     Ele aparentava ter, no máximo, trinta anos de idade. Era bonito, negro e esguio. Possuidor de um sorriso, e dois brincos, reluzentes. Apresentou-se, puxando a cadeira em frente a nós, e perguntou &#8211; com sotaque notoriamente nordestino -“E sobre o que é a matéria de vocês?”. Ao ouvir que ainda não sabíamos exatamente qual seria o foco, riu e começou a nos contar a respeito da ONG.</p>
<p>     Iniciou relatando &#8211; com entusiasmo e orgulho &#8211; o nascimento da organização e as dificuldades para a sustentação. Em seguida, explicou que a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis (ABGLT), instituição que o Estruturação é membro-fundador, foi pensada para agregar as mais diversas ONG atuantes no ramo. Criando um número expressivo entidades e unificando os pleitos reivindicatórios da categoria. Para assim, se tornar mais representativa e, consequentemente, conseguir uma penetração mais eficiente no governo. Milton diz que “há muito fundamentalismo e conservadorismo dentro do governo” dificultando o acesso das organizações defensoras dos direitos LGBT.</p>
<p>     Citando o governo do DF, falou sobre a Lei distrital 2.615, que determina sanções aos estabelecimentos por agirem discriminatoriamente em razão da orientação sexual alheia. A Lei &#8211; da deputada Maninha &#8211; foi aprovada pela Câmara Legislativa. Porém, não foi sancionada. Mesmo assim, serve de referência aos gays do Distrito Federal. Também resumiu a questão LGBT, constante na reforma da previdência do DF, como: “Um problema sério”. Já que a emenda que trataria da extensão dos benefícios previdenciários aos gays e lésbicas, depois de causar acirramento nos ânimos dos deputados, será examinada separadamente e em outro momento.</p>
<p>     Milton concluiu dizendo “Eu acredito em respeito. Não quero ser aceito, quero ser respeitado. O respeito está acima de tudo. Eu acho que a gente ainda vai caminhar muito. Por que ainda esbarramos em fundamentalistas, que estão morrendo, mas estão cuidando de deixar o seu legado. Eles estão em uma redoma que é difícil invadir. Mas espero que dentro de alguns anos esses políticos usem a constituição para promover políticas publicas e não a bíblia pra nos privar de políticas públicas”.</p>
<p> </p>
<p><strong>O governo<br />
</strong></p>
<p>     Segui à esplanada, mais precisamente, no Ministério da Justiça. O lugar hospeda uma parte da SEDH, escondido no anexo II, na última salinha à esquerda no térreo. Ao chegar, me deparei com uma cena atípica. A sala de recepção estava totalmente vazia, evidenciando abandono. Enquanto observava, surpreendido pelo auxiliar da secretaria. O funcionário saiu de sua sala desconfiado e se retratou imediatamente pela falta de auxílio. Perguntou, cordialmente, em que poderia me ajudar. Então nos entendemos e ele pediu que aguardasse. Explicou que seria atendido por Rogério Sottili – Secretário Adjunto.</p>
<p>     Ao fim de alguns minutos, fui finalmente encaminhado ao secretário. Um homem jovem, branco e de olhos claros, que apesar da mocidade, logo mostrou experiência e maturidade. Bem-humorado e disposto, Sorttili definiu o projeto Brasil Sem Homofobia: “O programa toma vida dentro do governo como resposta direta ao movimento social promovido pelas ONGs. Surge para suprir uma das principais reivindicações da classe, de que seus governantes deixassem de tratar o homossexualismo, somente, sob a ótica patológica &#8211; devido ao fato do crescimento do vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) nos gays &#8211; e de forma mais ampla, tratassem o assunto pelo lado humano”.</p>
<p>     A entrevista ganhou um clima político no momento em que o secretário informou o “modo brasileiro” de distribuição de verbas – que não são destinadas a partir da relevância dos projetos &#8211; admitindo que o órgão não tem o fundo ideal. Já que deveriam atender todo o país. E confidenciou: “Grande parte do montante alocado pela secretaria é fruto das sobram de outros ministérios e das suplementações que são feitas a partir de ementas parlamentares.”</p>
<p>     Sobre a I Conferência Nacional LGBT, Sorttili ressaltou orgulhoso: “Essa é a primeira vez no mundo, que um chefe de estado decreta um evento dessa proporção. Esse feito gerou a adesão de todos os estados brasileiros. E abalou fortemente a frente parlamentar conservadora. Mas o que mais ganharemos com isso, além da implementação de projetos – como os cursos de direitos humanos LGBT aos agentes de segurança pública –, será a criação do Plano Nacional de Combate a Homofobia. Que em sua composição, farão parte quatorze ministérios. Esse feito estabilizará a causa [LGBT] no governo e dará maior dimensão aos nossos desejos e anseios”.</p>
<p>     O Brasil Sem Homofobia é composto por dez pessoas e tem apenas cinco anos de existência.</p>
<p> </p>
<p>Nathália Marques e Leonardo Brito</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fokarioca.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fokarioca.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fokarioca.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fokarioca.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fokarioca.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fokarioca.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fokarioca.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fokarioca.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fokarioca.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fokarioca.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fokarioca.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fokarioca.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fokarioca.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fokarioca.wordpress.com/130/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=130&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fokarioca.wordpress.com/2008/12/07/direitos-humanos-lgbt/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/5f8117df20fc5a2840a3dc510eae63b7?s=96&#38;d=identicon" medium="image">
			<media:title type="html">fokarioca</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A revolução tropicalista</title>
		<link>http://fokarioca.wordpress.com/2008/12/07/a-revolucao-tropicalista/</link>
		<comments>http://fokarioca.wordpress.com/2008/12/07/a-revolucao-tropicalista/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 06:07:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fokarioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias e outros textos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fokarioca.wordpress.com/?p=126</guid>
		<description><![CDATA[     Em 1967, durante o 3º festival de Música Popular, Caetano Veloso, após a execução da música “Alegria, Alegria”, acompanhada pelos Beat Boys, que faturou o quarto lugar, exclamava de braços abertos à platéia conquistada: &#8220;Por que não?&#8221;. No mesmo festival, Gilberto Gil apresentou, acompanhado pela banda Mutantes, “Domingo no Parque”, ganhador do segundo lugar. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=126&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>     Em 1967, durante o 3º festival de Música Popular, Caetano Veloso, após a execução da música “Alegria, Alegria”, acompanhada pelos Beat Boys, que faturou o quarto lugar, exclamava de braços abertos à platéia conquistada: &#8220;Por que não?&#8221;. No mesmo festival, Gilberto Gil apresentou, acompanhado pela banda Mutantes, “Domingo no Parque”, ganhador do segundo lugar. Assim, diante de uma platéia formada basicamente por estudantes esquerdistas, ansiosos por canções de protesto que pudessem se tornar hinos de sua geração, Caetano e Gil cantaram e causaram polêmicas com suas canções. Surgia então, o revolucionário e efêmero, movimento tropicalista.</p>
<p>     Entre os participantes do Tropicalismo estavam: Gal Costa, Tom Zé, os Mutantes, Rogério Duprat, Nara Leão, José Carlos Capinan, Torquato Neto e Rogério Duarte &#8211; além de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Os tropicalistas modernizaram a Música Popular Brasileira &#8211; na mesmice desde a criação da Bossa Nova &#8211; universalizando a sua linguagem, através da incorporação de elementos da cultura jovem mundial, como o rock, a psicodelia e a guitarra elétrica. O movimento, ansioso por liberdade de criação, mesclava cultura popular e ruptura do padrão estético vigente. O tropicalismo inovou também em possibilitar um sincretismo entre vários estilos musicais como, por exemplo, rock, bossa nova, baião, samba, bolero, entre outros.</p>
<p>     O movimento não se restringiu apenas ao campo musical. Houve manifestações nas artes plásticas, destaque para Hélio Oiticica, criador da frase “Seja marginal, seja herói” – feita em homenagem ao bandido carioca “Cara de Cavalo”; no cinema, influenciando e sendo influenciado por Gláuber Rocha; e no teatro brasileiro.</p>
<p>     Em 1968, o tropicalismo seguiu despertando reações adversas. Mesmo encontrando muito sucesso nas camadas populares, bem como em alguns críticos, teve forte resistência dos movimentos estudantis que analisavam aquilo como símbolos do imperialismo norte-americano que, portanto, deviam ser expulsos do universo da música popular brasileira. Os estudantes atacavam os tropicalistas de todas as formas. Os militares, por sua vez, passaram a vigiar esses artistas por não gostarem da idéia de liberdade de expressão divulgada por eles.</p>
<p>     Ainda em 68, Caetano participava do 3º Festival Internacional da Canção, no Teatro da Universidade Católica de São Paulo, defendendo, com os Mutantes, a música “É Proibido Proibir” &#8211; composta a partir do slogan do movimento estudantil francês &#8211; quando foi agredido com ovos e tomates pela platéia. O valente compositor reagiu com um discurso inflamado: “Mas isso a juventude que diz que quer tomar o poder? A mesma juventude que vai sempre, sempre, matar o velhote, o inimigo que morreu ontem! Vocês não estão entendendo nada! (&#8230;) Nós [ele e Gil] tivemos a coragem de entrar em todas as estruturas e sair delas. Se vocês são em política com são em estatística, estamos feitos.”, gritou o baiano.</p>
<p>     O movimento, libertário por excelência, durou pouco mais de um ano e acabou reprimido pelo governo militar. Em 13 de dezembro de 1968, Costa e Silva, o então presidente da república, decretou o Ato Institucional nº 5, pondo fim às liberdades civis e de expressão. No mesmo mês, sob o pretexto de terem desrespeitado o hino nacional e a bandeira brasileira, Gil e Caetano, foram presos. No quartel do Exército de Marechal Deodoro, no Rio, o governo militar não pos fim apenas as madeixas dos cantores-compositores, mas também ao incipiente movimento cultural do tropicalismo. Porém, o país já estava marcado para sempre pela descoberta da modernidade. E apesar de ter se revelado tão explosiva quanto breve, a Tropicália influenciou grande parte da música popular produzida posteriormente no país.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fokarioca.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fokarioca.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fokarioca.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fokarioca.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fokarioca.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fokarioca.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fokarioca.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fokarioca.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fokarioca.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fokarioca.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fokarioca.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fokarioca.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fokarioca.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fokarioca.wordpress.com/126/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=126&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fokarioca.wordpress.com/2008/12/07/a-revolucao-tropicalista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/5f8117df20fc5a2840a3dc510eae63b7?s=96&#38;d=identicon" medium="image">
			<media:title type="html">fokarioca</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Ética e reponsabilidade jornalística</title>
		<link>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/30/etica-e-reponsabilidade-jornalistica/</link>
		<comments>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/30/etica-e-reponsabilidade-jornalistica/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 20:01:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fokarioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética e responsabilidade jornalística]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fokarioca.wordpress.com/?p=95</guid>
		<description><![CDATA[     O jornalista responde por suas ações, por isso é imprescindível que faça suas escolhas de forma ética e responsável. O código de ética do jornalismo é um conjunto de normas e procedimentos que regem o profissional da área. No entanto, são comuns os casos que transgridem tal fundamentação. As explicações podem variar desde falta [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=95&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>     O jornalista responde por suas ações, por isso é imprescindível que faça suas escolhas de forma ética e responsável. O código de ética do jornalismo é um conjunto de normas e procedimentos que regem o profissional da área. No entanto, são comuns os casos que transgridem tal fundamentação. As explicações podem variar desde falta de conhecimento específico sobre a profissão, passando por ambição e mau-caratismo.</p>
<p>     Dois casos representam nitidamente a falta de ética e responsabilidade na execução do dever jornalístico. Orson Welles, em 30 de outubro de 1938, levou ao ar, por rádio, uma encenação do livro de ficção científica “A Guerra dos Mundos”. Dos 6 milhões de ouvintes, 1,2 milhão acreditaram no conteúdo do programa. Welles, coordenador da teatralização, assumiu 17 anos depois que o programa não havia sido planejado de maneira inocente. No episódio, ficou explícita a falta de responsabilidade do idealizador.</p>
<p>     Já o filme “O preço de uma verdade” traz a história real de um jovem jornalista que, na busca por notoriedade, escreveu reportagens sem conteúdo jornalístico, inventando personagens, lugares, fatos e até anotações sobre as fontes. O jovem feriu a ética profissional em prol da ambição.</p>
<p>     Infelizmente, nem todos que se dizem jornalistas seguem o código de ética. Casos como os abordados anteriormente acontecem a todo o tempo. E a falta de preparo tornará cada vez mais comum este tipo de equívoco. Cabe aos profissionais da área de comunicação social reparar os erros, evidenciando a necessidade do curso superior.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fokarioca.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fokarioca.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fokarioca.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fokarioca.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fokarioca.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fokarioca.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fokarioca.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fokarioca.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fokarioca.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fokarioca.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fokarioca.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fokarioca.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fokarioca.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fokarioca.wordpress.com/95/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=95&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/30/etica-e-reponsabilidade-jornalistica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/5f8117df20fc5a2840a3dc510eae63b7?s=96&#38;d=identicon" medium="image">
			<media:title type="html">fokarioca</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A travessura de Welles</title>
		<link>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/30/a-travessura-de-welles/</link>
		<comments>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/30/a-travessura-de-welles/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 19:26:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fokarioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética e responsabilidade jornalística]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fokarioca.wordpress.com/?p=89</guid>
		<description><![CDATA[     Certamente, em 1898, quando o escritor inglês Herbert George Wells publicou A guerra dos mundos, o seu romance de ficção científica, não imaginou que 40 anos depois uma interpretação do livro, liderada por um menino de 23 anos, causaria pânico em algumas cidades dos EUA.      Em 30 de outubro de 1938, Orson Welles, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=89&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>     Certamente, em 1898, quando o escritor inglês Herbert George Wells publicou <em>A guerra dos mundos</em>, o seu romance de ficção científica, não imaginou que 40 anos depois uma interpretação do livro, liderada por um menino de 23 anos, causaria pânico em algumas cidades dos EUA.</p>
<p>     Em 30 de outubro de 1938, Orson Welles, liderando o grupo de Teatro Mercury, levou ao ar, pela rádio CBS, uma encenação do livro <em>A Guerra dos Mundos</em>. O que seria uma grande brincadeira em comemoração ao Halloween, transformou-se caos em algumas cidades norte-americanas.</p>
<p>     A população estava receosa, vivendo o prenúncio da eclosão da 2ª guerra mundial. Foi nesse clima de tensão que Welles inseriu, em formato jornalístico, sua encenação do ataque de marte ao planeta Terra. Durante toda a transmissão do programa, foi criado um clima de tensão, com boletins interrompendo a programação, entrevistas com autoridades, notícias ao vivo dos confrontos, para induzir o ouvinte a acreditar na história.</p>
<p>     Ao final da transmissão, Orson Welles explicou que não passava de uma brincadeira. Mas já era tarde. O número estimado de pessoas que ouviram o programa foi de seis milhões de americanos. Dentre esses, 1,2 milhão de pessoas entraram em pânico, promovendo uma onda de medo e fugas.</p>
<p>     Já em 1955, Orson Welles assumiu, em um especial da BBC, que o programa não havia sido planejado de maneira inocente.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fokarioca.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fokarioca.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fokarioca.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fokarioca.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fokarioca.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fokarioca.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fokarioca.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fokarioca.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fokarioca.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fokarioca.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fokarioca.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fokarioca.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fokarioca.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fokarioca.wordpress.com/89/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=89&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/30/a-travessura-de-welles/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/5f8117df20fc5a2840a3dc510eae63b7?s=96&#38;d=identicon" medium="image">
			<media:title type="html">fokarioca</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>&#8220;O preço de uma verdade&#8221;</title>
		<link>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/30/o-preco-de-uma-verdade-resenha/</link>
		<comments>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/30/o-preco-de-uma-verdade-resenha/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 19:07:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fokarioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fokarioca.wordpress.com/?p=84</guid>
		<description><![CDATA[     O filme O preço de uma verdade conta a história de Stephen Glass, um jovem jornalista norte-americano que deixa sua ambição corromper a ética, o compromisso do jornalista com a verdade. A história é ambientada em 1998, na redação da revista The New Republic, uma das mais importantes dos EUA, onde o jovem Glass [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=84&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>     O filme <em>O preço de uma verdade</em> conta a história de Stephen Glass, um jovem jornalista norte-americano que deixa sua ambição corromper a ética, o compromisso do jornalista com a verdade. A história é ambientada em 1998, na redação da revista The New Republic, uma das mais importantes dos EUA, onde o jovem Glass trabalharia por três anos, de 1995 a 1998.</p>
<p>     Durante uma reunião de pauta, Stephen Glass apresenta o tema de sua 41ª reportagem: “O Paraíso dos Hackers”. A matéria era sobre um hacker de apenas 13 anos que invade o sistema de uma empresa e, logo que foi descoberto, acabou contratado. A história envolvia, em um tom bem humorado, as exigências absurdas feitas pelo jovem à empresa, uma Conferência Nacional de Hackers e a comemoração do menino com os amigos. Todos os jornalistas na reunião da revista acharam a história muito boa e divertida, inclusive o editor, Chuck Lane.</p>
<p>     Mas a matéria cai nas mãos do repórter Adam Penenberg, da Forbes Digital. Cobrado pelo chefe por não cobrir o evento, começa a investigar a veracidade das informações. Em pouco tempo, as invenções de Stephen Glass são descobertas por Adam e, depois, por Chuck. Glass perde o emprego e é desmascarado publicamente no dia 10 de maio, em uma matéria escrita por Penenberg.</p>
<p>     A equipe da The New Republic faz uma releitura das matérias de Glass e descobre que 27 das 41 publicadas não passavam de ficção, total ou parcialmente. Cinco anos depois, em maio de 2003, Stephen Glass publica o seu primeiro romance, “The fabulist”, sobre um jornalista jovem e ambicioso que escreve mentiras para subir na vida.</p>
<p>     O filme levanta questões sobre a ética, como o apoio irrestrito às fontes, o falso glamour da profissão, a capacidade de responsabilidade jornalística dos recém-formados e as conseqüências de uma farsa para a reputação do jornalista e a credibilidade do veículo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fokarioca.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fokarioca.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fokarioca.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fokarioca.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fokarioca.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fokarioca.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fokarioca.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fokarioca.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fokarioca.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fokarioca.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fokarioca.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fokarioca.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fokarioca.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fokarioca.wordpress.com/84/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=84&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/30/o-preco-de-uma-verdade-resenha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/5f8117df20fc5a2840a3dc510eae63b7?s=96&#38;d=identicon" medium="image">
			<media:title type="html">fokarioca</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A jornada do escritor &#8211; Manual de recursos engenhosos para escrever uma boa história</title>
		<link>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/30/a-jornada-do-escritor-manual-de-recursos-engenhosos-para-escrever-uma-boa-historia/</link>
		<comments>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/30/a-jornada-do-escritor-manual-de-recursos-engenhosos-para-escrever-uma-boa-historia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 18:21:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fokarioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fokarioca.wordpress.com/?p=82</guid>
		<description><![CDATA[     Na década de 80, o estúdio Walt Disney passou por uma crise, pois seus longa-metragens tornaram-se uma sucessão de fracassos de bilheteria. Diante da situação, foram criadas equipes encarregadas em conceber novas histórias e retomar o sucesso. Naquela ocasião, Christopher Vogler trabalhava na empresa. O cineasta era admirador do antropólogo e mitólogo Joseph Campbell, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=82&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>     Na década de 80, o estúdio Walt Disney passou por uma crise, pois seus longa-metragens tornaram-se uma sucessão de fracassos de bilheteria. Diante da situação, foram criadas equipes encarregadas em conceber novas histórias e retomar o sucesso. Naquela ocasião, Christopher Vogler trabalhava na empresa. O cineasta era admirador do antropólogo e mitólogo Joseph Campbell, autor do livro &#8220;O Herói de Mil Faces&#8221;, que retrata &#8220;a jornada do herói mitológico&#8221; e os padrões ocultos existentes nas estruturas das narrativas. Assim, baseado na obra de Campbell, Vogler desenvolve o &#8220;Guia Prático do Herói de Mil Faces&#8221; ou &#8220;Memorando Vogler&#8221;, como ficou conhecido posteriormente, indicando a estrutura básica para a se escrever um bom roteiro. O guia foi distribuído no estúdio e imediatamente tornou-se um sucesso.</p>
<p>     Na década de 90, Christopher Vogler lança &#8220;A Jornada do Escritor – Estruturas Míticas para contadores de Histórias e Roteiristas&#8221; (Rio de Janeiro: Ampersand Editora, 1997), baseado em seu memorando e na obra de Campbell. O livro, um guia prático para escritores, enumera as etapas de construção dos personagens e do enredo para uma narrativa de sucesso. Vogler escreve num formato didático &#8211; o livro possui até exercícios, que ajudam a detectar as falhas corriqueiras cometidas ao redigir uma história -, às vezes torna-se repetitivo e cansativo. Contudo, ainda assim, é uma obra arrebatadora.</p>
<p>     O livro é dividido em três partes. Na primeira, após uma breve definição dos doze estágios da jornada de um herói, o autor fala minuciosamente sobre os personagens. Explicando a importância deles, as ligações entre os participantes da história e o herói, os arquétipos e suas funções psicológicas.</p>
<p>     A segunda parte é a explicação pormenorizada de cada etapa a ser vivida pelo herói. São no total doze partes: o mundo comum; chamado à aventura; recusa do chamado; encontro com o mentor; travessia do primeiro limiar; testes, aliados e inimigos; aproximação da caverna oculta; a provação suprema; recompensa; caminho de volta; ressurreição; e retorno com o elixir. Elas são distribuídas em três grandes atos: a apresentação; o conflito; e a resolução.</p>
<p>     O epílogo é sobre a viagem. Em seguida, Vogler analisa alguns roteiros de grande sucesso do cinema, usando o livro como base para rever os conceitos utilizados no filme. Por fim, o autor estimula o leitor a criar o seu próprio herói e a encaixá-lo na estrutura descrita.</p>
<p>     &#8220;A Jornada do Escritor&#8221; é a abertura da caixa preta do modelo narrativo. Neste livro, os escritores encontrarão uma orientação passo-a-passo que os ajudará a ordenar enredos, utilizando as estruturas mitológicas secretas – até então. Assim, é uma leitura, sem dúvidas, indispensável aos amantes das histórias épicas. Seja escritor ou espectador, a percepção sobre as narrativas nunca mais será a mesma.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fokarioca.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fokarioca.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fokarioca.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fokarioca.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fokarioca.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fokarioca.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fokarioca.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fokarioca.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fokarioca.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fokarioca.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fokarioca.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fokarioca.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fokarioca.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fokarioca.wordpress.com/82/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=82&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/30/a-jornada-do-escritor-manual-de-recursos-engenhosos-para-escrever-uma-boa-historia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/5f8117df20fc5a2840a3dc510eae63b7?s=96&#38;d=identicon" medium="image">
			<media:title type="html">fokarioca</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>&#8220;A queda para o alto&#8221;</title>
		<link>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/26/a-queda-para-o-alto-resenha/</link>
		<comments>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/26/a-queda-para-o-alto-resenha/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 20:01:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fokarioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fokarioca.wordpress.com/?p=76</guid>
		<description><![CDATA[HERZER. A queda para o alto. Rio de Janeiro: Vozes: 1982.      A queda para o alto é a autobiografia de Sandra Mara Herzer, ou Anderson, como ela passou a se chamar após assumir uma identidade masculina. Aos vinte anos de idade, a jovem relata seus dramas pessoais, enfatizando os vividos dos 14 aos 17 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=76&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>HERZER. A queda para o alto. Rio de Janeiro: Vozes: 1982.</p>
<p>     <em>A queda para o alto</em> é a autobiografia de Sandra Mara Herzer, ou Anderson, como ela passou a se chamar após assumir uma identidade masculina. Aos vinte anos de idade, a jovem relata seus dramas pessoais, enfatizando os vividos dos 14 aos 17 anos na Febem, onde se descobriu homossexual e poetisa.</p>
<p>     Na primeira parte do livro, Herzer destrincha sua história e relembra a violência, física e mental, sofrida desde a infância. Descreve detalhadamente a permanência na Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), relevando o que viveu durante três anos neste “mundo diferente, severo, morto, desumano, injusto”. O último capítulo é destinado às poesias da jovem.</p>
<p>     <em>A queda para o alto</em> é uma leitura fácil e prazerosa. E apesar de despretensioso, trás o retrato das dificuldades sofridas por crianças brasileiras, pela ausência de condições adequadas de sobrevivência e a vida em instituições, como a Febem, que deveriam ajudar os menores.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fokarioca.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fokarioca.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fokarioca.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fokarioca.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fokarioca.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fokarioca.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fokarioca.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fokarioca.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fokarioca.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fokarioca.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fokarioca.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fokarioca.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fokarioca.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fokarioca.wordpress.com/76/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=76&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/26/a-queda-para-o-alto-resenha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/5f8117df20fc5a2840a3dc510eae63b7?s=96&#38;d=identicon" medium="image">
			<media:title type="html">fokarioca</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>&#8220;A importância do ato de ler&#8221;</title>
		<link>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/26/resenha-do-livro-a-queda-para-o-alto/</link>
		<comments>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/26/resenha-do-livro-a-queda-para-o-alto/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 18:56:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fokarioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fokarioca.wordpress.com/?p=58</guid>
		<description><![CDATA[     A importância do ato de ler é uma surpreendente leitura para os pedagogos e admiradores de Paulo Freire. O texto é uma espécie de degravação do trabalho apresentado, em novembro de 1981, na abertura do Congresso Brasileiro de Leitura. O artigo, às vezes com cara de biografia, estabelece uma relação entre a introdução e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=58&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>     <em>A importância do ato de ler</em> é uma surpreendente leitura para os pedagogos e admiradores de Paulo Freire. O texto é uma espécie de degravação do trabalho apresentado, em novembro de 1981, na abertura do Congresso Brasileiro de Leitura. O artigo, às vezes com cara de biografia, estabelece uma relação entre a introdução e os desdobramentos da leitura na vida do educador e os métodos posteriormente desenvolvidos por ele, para o ensino da leitura e escrita. Ter sido redigido informalmente, torna a leitura agradável e de fácil compreensão.</p>
<p>     Freire inicia o artigo relembrando a própria infância e o subseqüente processo de alfabetização. Fala sobre as primeiras leituras do mundo, quando ainda não sabia ler a palavra escrita: “A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele.” Relata ainda o modo interessante como foi alfabetizado.</p>
<p>     Freire continua a recriar o passado e descreve como o método incomum adotado pelo seu professor de língua portuguesa o levou a experiências prazerosas com a leitura. Diz que, na mocidade, a percepção crítica do texto e da importância do ato de ler foi constituída através da prática. Também trata de alguns erros comuns cometidos por educadores na tentativa de introduzir a leitura aos alunos. Em seguida, são descritas algumas experiências vividas como professor de língua portuguesa.</p>
<p>     Para finalizar, o autor procura explicar como a própria experiência com a leitura está presente em sua proposta para a alfabetização de adultos. Paulo Freire apresenta o método pedagógico desenvolvido por ele, para a introdução de uma prática de ensino mais eficiente.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fokarioca.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fokarioca.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fokarioca.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fokarioca.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fokarioca.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fokarioca.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fokarioca.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fokarioca.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fokarioca.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fokarioca.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fokarioca.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fokarioca.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fokarioca.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fokarioca.wordpress.com/58/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fokarioca.wordpress.com&amp;blog=5273987&amp;post=58&amp;subd=fokarioca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fokarioca.wordpress.com/2008/11/26/resenha-do-livro-a-queda-para-o-alto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/5f8117df20fc5a2840a3dc510eae63b7?s=96&#38;d=identicon" medium="image">
			<media:title type="html">fokarioca</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
